Era a voz do primeiro
orgasmo, na língua adolescente de uma lágrima, uma lágrima, chorada
era a voz mais do que
cansada, trazia a luz
e desenhava, no sol
a última madrugada
Era também a voz de uma
enxada
e o fictício silêncio de
uma mão, quase, quase tocada
era a bruma, era também a
flor cortada, o pensamento desarrumado, ou a revolta
de uma nova, morada
Era a voz, e hoje
é apenas o teu nome
escrito, na areia molhada…!
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