quase nada este vento, se o vento o levar
talvez um outro vento,
muito mais tarde, envenenado
o venha buscar
e poderá um dia, o vento
voar?
poderá um dia o vento ser
a palavra,
o rio emagrecido e
pobrezinho das mãos semeadas no destino,
poderá também, o rio ser
menino?
e se o vento for, e se o
vento o escrever
no chão sanzala do meu
dia, que quase nada este vento
é o vento, do vento de
sofrer
em ventos de poesia
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