uma cadeira sentada sobre
a mesa, os braços da cadeira, e os braços da mesa, e dos braços de uma caneta
quando nas mãos de uma
espada, há uma janela seminua, desesperada
uma cadeira sem um nome,
sem madrugada
a noite o leva e ele voa
sobre a cadeira, sentada
sobre a mesa, um prato
vazio, uma faca inútil, e que apenas consegue dilacerar a nuvem cinzenta da
alvora
e da cadeira sentada,
hoje é só um homem sem morada
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