08 junho 2025

cadeira

 

uma cadeira sentada sobre a mesa, os braços da cadeira, e os braços da mesa, e dos braços de uma caneta

quando nas mãos de uma espada, há uma janela seminua, desesperada

uma cadeira sem um nome, sem madrugada

 

a noite o leva e ele voa sobre a cadeira, sentada

sobre a mesa, um prato vazio, uma faca inútil, e que apenas consegue dilacerar a nuvem cinzenta da alvora

e da cadeira sentada, hoje é só um homem sem morada

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