qualquer coisa inócuo que puxa o meu corpo para o vácuo
de quando em quando, oiço
o tentáculo obscuro de uma mão entalada no silêncio de uma espada, quase
espetada, quase nua
sobre a madrugada
qualquer coisa que se
avizinha, que me deixa alegre, e me responde entre as paredes de uma vírgula
qualquer coisa sobre o
delírio de uma bala, disparada por uma caneta, por uma simples flor à janela
e eu o que faço?
nada.
sento-me e escuto,
a alvorada.
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