É um disfarçado malmequer pincelado de encarnado desejo, é o poema que voa sobre o rio,
É beijo
E cio,
É o infinito inferno chão da chuva, é a sanzala inverno na metrópole engano,
É uma pedra, é o pano que embrulha a noite,
É o poeta enforcado num fio de esperma, o poeta,
Em fogo que chama e em chama,
A palavra perdida, que arde no silêncio do mundo, o rio de luz quando o livro é um círculo quase mel,
É um disfarçado malmequer pincelado de encarnado desejo,
E no entanto, nada.
Quatro peixes em fúria, e o dia, cansado da minha sombra.
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