o vazio, na sombra de um
embondeiro, quase chuva no silêncio do teu olhar
quase nada sempre que
morre uma estrela
na mão de uma espada nos lábios do mar.
o vazio da palavra, uma
criança desenha na sombra círculos de luz em cima de uma bicicleta, o suspiro
de um silêncio
em busca da madrugada
oiço a tua voz semeada na
maresia de um abraço
é quase noite, meu amor
e amanhã eu já não
pertenço ao teu olhar.
os dias são apenas o
grito da serpente
uma bala é disparada
contra o meu peito
que já nada sente
a não ser o vento, no
vento da neblina.
o vazio, o fogo canção
que acorda da tempestade
ergue-se do teimoso rio o
fascínio do sono
se a noite está só
só um pedaço de luz, só o
luar de uma espingarda…

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