17 junho 2025

E a noite é uma pedra na mão de uma espingarda

E a noite é uma pedra na mão de uma espingarda, que a lua está quase a correr sobre o rio dos teus seios,

Que há estrelas na boca da chuva, e a palavra manhã quase janela no inferno chão da sanzala

Que o vento não é mais o teu cabelo, de longe vem o mar que assombra a neblina,

Da flor que ainda é menina, e brinca com a lua depois do silêncio luar de uma espada

E a noite é uma pedra na mão de uma espingarda...