desce, sem saber que descia
a rua que às vezes também
subia, que às vezes
que às vezes esta rua
também sofria, às vezes, às vezes sorria, mas eram mais as vezes, de que as
poucas, vezes
que sentia, no rosto
sonolento,
a vergonha de uma lágrima
desce, sem saber que
descia
sem saber que sofria, e
que escutava, e que sonhava
ela também uma dia, um
dia
não ser mais rua, rua que
subia
mas ser apenas a calçada
e não ser mais lágrima
lágrima que também
sofria, que também ela chorava
como a calçada
que um dia foi rua que
subia, sem saber que descia
e que também às vezes
ouvia
o sorriso da rua que
subia
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