da terra o semeado desejo, se ao rio dos teus seios, o destino, sempre que o beijo, e sempre
o eterno menino
da terra o semeado medo,
no desejo
que a planície seja
apenas uma janela, ou uma vírgula desgovernada, à procura de um ponto final
que a vergonha não
existe, e que deus também se masturba, após o jantar, na terra, semeando o
desejo, galgado o mar
no mar que não vejo, nem
do cheiro sinto o orgasmo de um poema
e a voz rompe alardo
adentro, e um fino fio de sémen, tão frio e tão fino
como o próprio desejo, como
o próprio vento, como o próprio vinho, de a escrita, que ressuscita
e se ergue das entranhas
de um rochedo
e tanto medo, e tanto
orgasmo sentindo também
o frio desejo, dos
estilhaços de um cortinado
que da terra o semeado,
acorda também
o poeta, o ausentado
destino de haver um rio nos teus seios
de haver um sonhar
de haver um menino
um menino… filho do mar
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