os apóstolos, nós
que repartimos o pão em
pedaços, nós que subimos à montanha,
nós que lavramos a terra
e a folha de papel, onde semeamos
o trigo, e onde
escondemos o mel
os apóstolos, nós
que inventávamos
clarabóias apenas por divertimento, nada mais do que isso
e seremos sempre
apóstolos, nós
dos vindoiros oceanos e
dos ramos de flores e das partículas subatómicas, que de tão minúsculas o
serem,
deus para as ver, usa uma
lupa especial
que há tanto tempo que
não comíamos, que não bebíamos, que nem sequer,
fodíamos,
que há tanto tempo, nós,
os apóstolos do quinto guindaste quase sono, acreditávamos, louvávamos o deus
todo-poderoso, todo-medricas
que nem sabe, que nem sabe
a diferença entre um cágado e um cagado
e
nem eu, vos confesso
no entanto, também sou
apóstolo, e também sou,
filho deste deus.
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