29 maio 2025

no triângulo dos teus seios

no triângulo dos teus seios, a geometria euclidiana, tão distante da pedra

tão fundo, cada mais longe e depois

depois a serra, depois a madrugada, às vezes

vestida,

despida,

às vezes, nada

e há na mão de uma espada, a palavra

o sangue em pó, quase florescente silêncio

da alma de uma auréola e dito que nunca, nunca foi barco, e também chorava, e também sonhava,

que depois de ser barco, tudo podia ser…

menos, ser nada vestido de gabardine, lendo o jornal do ano anterior, e comendo bananas que trouxe de áfrica e que ainda guarda dentro da gaveta da secretária,

uma gaveta quase vazia, e tão otária

às vezes tem vómitos, diarreia, mas logo passa

e claro,

nunca, ou quase, passa disso

refiro-me à secretária, claro

claro que sim, adiante, que atrás vem gente (como diz a amiga cláudia sempre feliz)

 

no triângulo dos teus seios, a geometria euclidiana, tão distante da pedra

tão fundo, cada mais longe e depois

depois a serra, depois a madrugada, às vezes

vestida,

despida,

às vezes, nada

 

tão nada, que um dia quando acordou, a lua, vejam só, a lua estava sentada, estava nua, e muito pior…

 

lia poesia.

poesia.

dia.



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