(para
ti, meu amor)
como as noites, enquanto
procuro o teu corpo entre o silêncio de um lençol e a espuma de uma estrela
toco o teu seio como se
folheasse um livro de poemas, acaricio-o, como se ele fosse a maresia de um
sonho
depois da chuva partir,
depois do sono, meu amor
como as noites, à bruma
ribeira que contorna a tua mão, que afugenta todos os meus males, e todas as
minhas tempestades
como as noites, meu amor,
quando entro dentro de ti, quando percorro cada milímetro da tua pele em
delírio, até que a planície se vista de lua, e brinque, como uma criança, como
uma lágrima de chuva
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