25 maio 2025

lágrima de chuva

 

(para ti, meu amor)

 

como as noites, enquanto procuro o teu corpo entre o silêncio de um lençol e a espuma de uma estrela

toco o teu seio como se folheasse um livro de poemas, acaricio-o, como se ele fosse a maresia de um sonho

depois da chuva partir, depois do sono, meu amor

 

como as noites, à bruma ribeira que contorna a tua mão, que afugenta todos os meus males, e todas as minhas tempestades

como as noites, meu amor, quando entro dentro de ti, quando percorro cada milímetro da tua pele em delírio, até que a planície se vista de lua, e brinque, como uma criança, como uma lágrima de chuva

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