talvez seja a lua que está triste, e não eu
talvez seja o céu que
está escuro, e não o meu olhar
talvez seja o mar que
está cansado, e não eu, porque eu, porque eu nunca me canso
talvez seja o teu
silêncio que é colorido, porque o meu silêncio, esse
esse está cada vez mais
negro
talvez seja o sol que
está frio, e não eu
que sinto cada vez mais
frio
talvez seja o rio que não
sabe o que fazer, porque eu sei muito bem o que fazer
talvez sejam as palavras
de escrever, as palavras assassinas, que assassinam as flores, e comem as
abelhas
talvez sejam as árvores o
feitiço do último olhar, talvez seja o relâmpago e a fúria do mar, o meu abraço
talvez seja o pôr-do-sol
a tristeza da lua
e
a escuridão do céu
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