aquele rio esconde os teus seios, cada escarpa, é um silêncio abençoado dos teus lábios, nos teus medos, cada estrela é uma janela, uma porta para o mar
cada pedaço da calçada, é
uma fotografia, é um martelo esquecido na mão do calceteiro
e também é o dia, e
também é
é poesia,
depois da chuva, e muito
depois
depois da maré trazer o
destino
depois de um tanque, só e
com um cardume de peixes envenenados por um menino,
acordar de manhã, e abrir
a janela…
e olhar o rio que esconde
os teus seios.
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