18 abril 2025

um pássaro vestido de luz

à tua boca lhe peço sossego, ao medo admito ter se a noite não me pertence,

se depois do dia, uma criança vence a flor mais alta da lua,

eu serei uma janela composta por quatro lâminas de esperança, eu serei um pássaro vestido de luz,

à tua boca quase espuma, e que incendeia a rua mais bela

da aldeia,

à tua boca lhe peço, lhe imploro

sossego depois vento,

e depois do vento,

eu pertenço à tua boca…


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