o rio que te abraço, na luz quase milhafre nos olhos da serpente
ao longe há gente,
que não sente,
há gente muito doente, tão doente como tanta outra gente,
que mente, e que deixou de sentir a ausência da primavera.
o rio que te abraço, sempre que acorda uma estrela, se os teus cabelos forem o vento, ou a colmeia dos teus lábios, ou o mel
das tuas mãos, quanto me tocas.
são palavras, meu amor
nas palavras de um poeta, que sofre, que tem dor
e só a tua mão no meu peito, cessa a dor,
e o poeta,
é um poeta-flor.
(sótão, 18/04/2025)
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