20 abril 2025

O teu corpo quase noite, nu, da tua pele que se esconde no lençol de seda

O teu corpo quase noite, nu, da tua pele que se esconde no lençol de seda, também ele pincelado de estrelas, como os teus lábios,

Meu amor,

O teu corpo quase noite, nu, que procura o meu corpo, também ele, quase sémen lágrima em desejo, de te tocar, de escrever no teu sexo com os meus dedos,

Que te amar é mais importante que nasça o sol ou que a terra deixe de rodar,

Tanto faz, meu amor

Se o teu corpo é mar, é a despedida de uma espada, depois de cravada,

No silêncio de um teu gemido, que depois de partir da tua boca, brinca como uma criança,

No jardim da tua púbis envenenada pelas palavras de uma flor.


E a noite é quase Deus, meu amor,

É a geada manhã nas lágrimas de um plátano, é o primeiro sorriso de uma janela, quando um pássaro dispara contra a madrugada,

O último desejo do poeta;

Que o teu corpo se esconda no seu sexo, eternamente até a que noite deixe de pertencer ao teu corpo,

E que o teu corpo,

Seja só e só

Uma circunferência de mel, nos seios do luar…


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