29 abril 2025

O sono

O sono, quase sempre, tomava o peque-almoço na esplanada da praia.

Às primeiras horas de vida, o mar é constante, o mar é a música que alegra o teu cabelo,


Quase sempre

há uma nuvem sobre o jantar da noite passada, sobre a mesa descalça, quase sempre sonolenta

entre os parêntesis do inferno.


Quase sempre é noite cerrada, quase todos os dias, a noite

é um pedaço de sombra

dos dias que sobejaram à sombra.


O sono, quase sempre, 

é o sono deste livro, na vaidade que acelera a mumificação do cansaço. Quase sempre, sou assim.


Sem comentários:

Enviar um comentário