Foi criança que brincava com a lua, foi livro de luz quando o fogo era apenas o vento,
Foi criança que sonhava em ser calçada, menino de pijama que não tinha nome, foi a chuva, depois do silêncio, depois foi a noite que procurava o teu corpo no chão de um olhar,
Também foi poesia, o teu poeta que precisa de luz para o dia ser o teu poema que voa sobre o rio,
Foi também o teu cabelo que a sonolência transformou em fogo,
Foi uma espada de pedra na mão do mundo, porque o poeta olha-a e não tem paciência para o teu silêncio na madrugada...
E foi flor e é também pássaro e é também espingarda,
Na criança que foi, da criança que brincava e sonhava.
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