a voz que separa a flor da pétala-poema
da janela semiaberta, quase papel caligráfico no olhar das estrelas que apenas a capa de um livro consegue lançar de arremesso contra o vento,
o sótão voa no sorriso dos teus seios, ouvimos bob dylan, e cada livro de poemas se abraça na despedida da tarde.
é quase noite, meu amor, é quase noite no teu cabelo enquanto o nosso sótão dança no silêncio de um abraço,
as palavras semeiam-se nas telas encostadas à parede,
e a voz que separa a flor da pétala-poema não sabe que os lírios de papel que tenho sobre a secretária,
são os sonhos de um engenheiro, pertencem a uma viga complexa, extremamente definida por um número primo, depois o afilhado
estatela-se no pavimento.
e vem o cansaço ressabiado na despedida de uma lágrima, há uma árvore indivisa e una, e os pássaros
são luares de uma noite de primavera…
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