Se o teu corpo voasse em cada árvore amordaçada, se o teu corpo fosse a lua depois de acordar a madrugada,
Se o teu corpo fosse espuma na mão de uma palavra,
Ou se o teu corpo fosse a luz-flor que ilumina a calçada.
Se o teu corpo fosse jangada, silêncio do poema que não acreditava na mão do poeta, se o teu corpo fosse chocolate quase dia na janela da chuva,
Se o teu corpo fosse o vento que não se cansava de me sonhar.
Se o teu corpo fosse a voz quase noite de cada estrela desenhada,
Se o teu corpo fosse a primavera de um desejo sorriso,
Se o teu corpo tivesse o luar acorrentado, de um musseque sonhado, ou se o teu corpo fosse apenas um olhar...
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