era apenas uma recta, era apenas um pássaro vestido de círculo, era o meu nome despedido do meu corpo,
era apenas o vento sentindo o peso da lua, era só um abraço e depois, um sonho,
era apenas o silêncio que arde no chão da chuva,
era só a ausência noite nos lábios de uma espingarda, era o sono do poeta que precisa de luz, era só a madrugada e o soldado de mãos dadas, era apenas uma pedra e,
e hoje é o poema que voa sobre o dia, era apenas a vaidade e também foi poesia,
era criança que brincava com a lua, era luar
no sonhar mar,
era apenas uma recta, era apenas uma lareira que não ardia,
eram apenas muitas palavras e hoje
são poesia,
era janela encerrada para o dia todo dentro do barco, era um monstro saltando na boca do homem mortífero, era peixe e era o sono que não tinha nada de nada, e do pouco de nada que tinha, tinha o sono,
era apenas uma recta, era apenas um pássaro vestido de círculo, foi o natal, e hoje
uma língua de fogo...
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