vai nascer nas pálpebras do sol o poema que voa sobre as primeiras flores da chuva,
vai nascer nas tuas mãos a noite luar que acorda nos teus olhos, e depois
talvez seja o dia que está quase pincelado de luz a ausência de um desejo quase sonho,
de nascer nas pálpebras do sol o poema quase centímetros na boca do inferno, a escuridão minguante da terra quase que a sonolência transformou em fogo, mas
talvez seja o dia um pássaro vestido de círculo, quase branco espuma rosa no cabelo da minha sombra.
vai nascer nas pálpebras do sol o poema nas minhas palavras outras estrelas palavras horas se o capim esconde o sono, porque sofrer, se a água é a ausência noite nos lábios do luar...