se as palavras descem o teu corpo, se as palavras
as palavras semeadas, são tantas as palavras, quando as palavras são também as madrugadas, são também palavras, são também
o rio que se esconde na alvorada, o livro na mão da piquena, a pedra lançada, ou a pedra al quimera, são sempre as palavras, são a charrua da espada, depois do sono, depois da água
caída sobre o frio, em forma de delírio.
e basta uma palavra, para morrer,
e uma flor vestida de palavra,
e não só a lua tem palavras, outros também as têm
outros,
vinte e um pedaços de silêncio, se as palavras descem o teu corpo, e se o teu corpo for apenas uma palavra,
a palavra, corpo.
se deus é também uma palavra, e só, e mais
nada, a palavra;
a palavra, deus.
e se o elefante é uma palavra, outra a selva o é, outra palavra,
outra fé, da palavra, no café,
do café palavra, ao café bebido… se a palavra o desmente, na palavra, no luar palavra, na palavra, luar.
Sem comentários:
Enviar um comentário