A espuma que pertenceu ao outro dia, a casa quase que estava vazia,
Enquanto o meu pai a fodia, o corno dormia, e ela gemia tanto, que a cabra quando olhava para o jacaré,
Tremia, e ficava sem jeito,
Isto é.
Ainda eu não era apelidado de jacaré, perdão, de Francisco, naquela altura eu ainda era apenas o espermatozóide número 10704, e pronto.
Um grande amigo do meu pai, preto, ofereceu-lhe um jacaré em pau preto que já vinha do avô dele,
A princípio foi para a casa da puta, depois a puta fartou-se do jacaré, não do meu pai, depois o jacaré assistiu ao meu nascimento, depois
Depois comecei a dar bolachas à força, que parti dois dentes ao jacaré,
Diga-se que são em marfim, puro marfim virgem.
Depois o jacaré também veio, e sempre desde miúdo que faço esta pergunta?
E se este jacaré esconder algum terrível segredo no seu interior?
Desde que me lembro, foi sempre esta a minha questão.
E ainda hoje acredito que este jacaré esconde um terrível segredo no seu interior.
O que fazer, perguntam vossemecês.
Bem…
Dividir a superfície do jacaré de tal forma que seja possível fatiá-lo em pequenas lâminas de cinco milímetros de espessura, e depois
Concluir se dentro do jacaré está ou não está o maldito segredo.
O que dirão os meus leitores?
Há ou não há um terrível segredo escondido dentro deste jacaré?
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