31 dezembro 2024

Se despede o vento

Se despede o vento, e lamento

Que quase bruma, a tua mão

Não seja espuma, quase pássaro

Quase lua,

Ou quase morte

Do fogo silêncio

Que o poeta tem na boca,

Lírios destes momentos

Na saliva do soldado,

Se despede o vento, quase luar quase lento

O beijo da mãe na flor de seu jardim.

Se despede o vento, e lamento

Que quase bruma, a tua mão

Não seja espuma, quase pássaro

Quase lua,

Ou quase sofrimento!

(que nunca digas que é o último poema do ano...)


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