16 dezembro 2024

Porque tu és o meu verso!

Vai ficar a lua vermelha que não é uma lâmpada de sono, mas é uma gotinha de poesia nos teus doces lábios de mel, 

Acorda o dia nos teus olhos de mar maresia na mão de Deus, 

Acordar se o teu corpo nu toca no meu corpo quase palavra quase também uma fotografia no espelho da chuva... 



O tocar suavemente a tua pele como quando folheio um livro e cada página nos meus dedos é um profundo rio contornando a noite e a montanha do teu cabelo. 

Amar-te quando te amo tanto, tantos mares nos teus olhos que se entrelaçam na esmeralda nocturna da casa. 


Vai ficar a lua vermelha que quase bruma o é na primeira lágrima da manhã, 

O primeiro verso rompe da janela de onde vejo a senhora da cunha, e se eu acreditasse também 

Eu lhe pedia que nunca deixes de me amar. 


Porque tu és o meu verso! 


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