Da boca escorre o sargaço nocturno que a sonolência deixou sobre a paixão,
A auréola divina que seja feita a sua luz e vontade
Enquanto o teu corpo está quase na hora de voar sobre as pinturas árvores do quintal da casa, depois
A água entre caminhos e regatos de luz quando o livro ainda está quase nas pálpebras da tarde.
É tão linda a minha terra, de vaidade eu me visto e brinco sob as mangueiras do meu coração quase também um papagaio de papel nos céus de Luanda.
Eu sonhava com o mar pertinho da minha mão, quase milímetros de distância quase noite na areia do Mussulo eu em círculos verdes á volta de um triciclo.
Eu tão feliz na mão de minha mãe...
Eu também um papagaio de papel quase limalha quase luz nua quase noite também depois da chuva o cheiro à terra queimada depois da chuva intensa o calor abrasador do sol poema que voa de uma sílaba para o meu olhar.
Quase que sou boca onde habita o sargaço nocturno que a sonolência deixou sobre a paixão, os pássaros do Douro os outros quase tempestade quase amanhecer também uma estrela de água.
Da boca a sombra do último apito da terra que enlouquece o meu nome numa sanzala de espuma para o dia.
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