16 dezembro 2024

Eu tão feliz na mão de minha mãe...

Da boca escorre o sargaço nocturno que a sonolência deixou sobre a paixão, 

A auréola divina que seja feita a sua luz e vontade 

Enquanto o teu corpo está quase na hora de voar sobre as pinturas árvores do quintal da casa, depois 

A água entre caminhos e regatos de luz quando o livro ainda está quase nas pálpebras da tarde. 


É tão linda a minha terra, de vaidade eu me visto e brinco sob as mangueiras do meu coração quase também um papagaio de papel nos céus de Luanda. 

Eu sonhava com o mar pertinho da minha mão, quase milímetros de distância quase noite na areia do Mussulo eu em círculos verdes á volta de um triciclo. 


Eu tão feliz na mão de minha mãe... 


Eu também um papagaio de papel quase limalha quase luz nua quase noite também depois da chuva o cheiro à terra queimada depois da chuva intensa o calor abrasador do sol poema que voa de uma sílaba para o meu olhar. 


Quase que sou boca onde habita o sargaço nocturno que a sonolência deixou sobre a paixão, os pássaros do Douro os outros quase tempestade quase amanhecer também uma estrela de água. 


Da boca a sombra do último apito da terra que enlouquece o meu nome numa sanzala de espuma para o dia.


Sem comentários:

Enviar um comentário