O chocolate quase água sabor a lírio na minha boca. Imagino a selva invisível da minha infância dentro de um livro quase
Quase, pão migalha, pão derramado sobre a mesa, do silêncio três cadeira, em silêncio.
A minha boca saboreia-o como se ele fosse uma pequena palavra sobre os lençóis da cama
- amo-te
Ao longe um apito, meu amor, ao longe o paquete que me trouxe e ao que sei
- calma tu vais conseguir
Sei que as árvores pertencem às sombras porque aquele barco pertence à fechadura número três da primeira rua do segundo andar,
Direito.
E aos poucos ele derrete-se como a seda sobre o teu corpo, depois do banho. Imagina se agora te beijasse
Os teus lábios pincelados de chocolate…
(e quando penso em chocolate lembra-me o poema “Tabacaria” do senhor Álvaro de Campos, e não há melhor coisa do que comer chocolate)
Os teus lábios são agora chocolate!
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