Foi um relógio que estava com os olhos vermelhos, uma mentira de luz para que o mundo seja um desenho,
uma lâmpada destinada ao mar que não tem de morrer por causa da fúria do vento.
Uma casa nua pela escuridão do sol, o teu sorriso um abraço no coração da gaivota, foi um relógio que estava com os olhos vermelhos, depois da chuva se não tenho o teu cabelo na minha boca.
O beijo da mãe na mão do poeta que foi também ausente marinheiro daquele oceano de luz para o sótão que comédia que rasteira de sono na primeira pessoa que seduz o sombreado silêncio que apenas a terra sagrada é um pouco de água...
Fria a noite ribeira na água entre a cidade e a tua voz, quase tão cristalina como a luz dos teus olhos.
A cidade nua na rua poesia do meu corpo quase palavra quase também cidade, quase também quase nada,
E quase tudo madrugada e quase dia. Foi a chuva que o rio trouxe para casa, do lírio menino que não dormia nunca, ao baloiço tecto que não tinha paciência para o meu olhar,
e eu sempre quase desenho silêncios de desejo nos teus lábios de beijo e que também invejo.
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