07 dezembro 2024

O teu sorriso um abraço no coração da gaivota

Foi um relógio que estava com os olhos vermelhos, uma mentira de luz para que o mundo seja um desenho, 

uma lâmpada destinada ao mar que não tem de morrer por causa da fúria do vento. 


Uma casa nua pela escuridão do sol, o teu sorriso um abraço no coração da gaivota, foi um relógio que estava com os olhos vermelhos, depois da chuva se não tenho o teu cabelo na minha boca.


O beijo da mãe na mão do poeta que foi também ausente marinheiro daquele oceano de luz para o sótão que comédia que rasteira de sono na primeira pessoa que seduz o sombreado silêncio que apenas a terra sagrada é um pouco de água... 


Fria a noite ribeira na água entre a cidade e a tua voz, quase tão cristalina como a luz dos teus olhos. 

A cidade nua na rua poesia do meu corpo quase palavra quase também cidade, quase também quase nada, 


E quase tudo madrugada e quase dia. Foi a chuva que o rio trouxe para casa, do lírio menino que não dormia nunca, ao baloiço tecto que não tinha paciência para o meu olhar, 

e eu sempre quase desenho silêncios de desejo nos teus lábios de beijo e que também invejo.


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