O teu corpo que toco e da suavidade dos meus dedos em ti escrevo de ti
bebo cada gota do teu suor desejo
a tua pele quase espuma na minha boca
na minha boca quase primavera
As flores do teu seio nos lábios meus olhos que são silêncios de mel no teu ombro que beijo
beijo-os (seios) como se fossem o areal do mussulo eu menino toco no teu púbis humedecido pela lágrima da noite
preciso urgentemente de entrar no teu corpo cascata de água que eu vou fotografar com a minha sombra
E eu entro e eu toco com ele quase todo o universo mendigo sobre a secretária em êxtase madrugada
sobre nós o tecto do sótão onde me escondo
e não me escondo de ti e escondo-me dos fantasmas que noite após noite
dentro do meu peito
e eu toco em ti
Eu aflito quase a desaparecer no capim e tu colocas-me a mão sobre o meu peito
- Calma tu vais conseguir
E eu fico calmo tão calmo como calmo é o poema do teu olhar
e eu toco em ti e oiço um néon gemido suspenso no teu último beijo da noite
Amo-te.
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