que quase bruma a noite
na espuma da tua mão quase milímetros
da terra á lua o rio está quase cheio de luz
na penúria de uma pedra
pedras
no fígado na vesícula na cabeça
quase dia outra janela outro menino
a chuva que não é uma lâmpada
e que morrerá dentro do sítio invisível do milagre...
o que sobrou da casa depois do silêncio
as labaredas nas paredes quase abraçadas ao sono
o beijo da mãe no filho poeta
e as saudades do poeta da mãe.
que quase bruma a noite!
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