12 dezembro 2024

o beijo da mãe no filho poeta

que quase bruma a noite 

na espuma da tua mão quase milímetros 

da terra á lua o rio está quase cheio de luz 

na penúria de uma pedra 


pedras 

no fígado na vesícula na cabeça 

quase dia outra janela outro menino 

a chuva que não é uma lâmpada 

e que morrerá dentro do sítio invisível do milagre... 


o que sobrou da casa depois do silêncio 

as labaredas nas paredes quase abraçadas ao sono 

o beijo da mãe no filho poeta 

e as saudades do poeta da mãe. 


que quase bruma a noite!


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