Foi o meu olhar para o dia quando o livro ainda criança despertou para o nocturno desejo de correr até à tua mão quase milímetros quase nada se não houver primavera na casa do lírio menino.
Da chuva se as árvores estão no chão deitar-me quase na chávena ausente do sol, fechar os olhos como se fossem janelas de luz para que o mundo seja um desenho na despedida do desconhecido vento.
Cruz de sombra vestida de gaivota que não tem paciência também para o meu destino, se o capim meu corpo quase palavra quase também uma fotografia na sanzala da manhã.
Uma lâmpada escondida na parede do meu coração, outras madrugadas que eu tive e que agora são duas pedras de água na saliva do teu cabelo.
E foi o meu olhar para o dia quando o livro ainda criança se suicidou na mão do poeta, ele muito triste no mármore pátria que o amar arde na cabeça do meu cigarro...
E de ver tão triste o poeta o livro pousou-lhe o olhar sobre os pássaros ombros e lhe segredou;
- Não tenhas medo!
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