08 dezembro 2024

Há dentro de mim uma sanzala que me puxa para a cubata mais próxima do teu olhar



Mas como posso dormir com olhos verdes se os meus olhos são castanhos ou quase outra coisa qualquer, 

independentemente do silêncio o sítio infinito que inventa o rio recusando beijar a maré desta cidade, 

mas do pouco durmo muito, e acordo cedíssimo para ver as árvores do primeiro olhar. 


Mas como posso dormir com olhos verdes, 

se há dentro de mim uma sanzala que me puxa para a cubata mais próxima do teu olhar. 


E mesmo assim durmo muito pouco, penso muito 

quase não pensando porque nada há para pensar, 

quando já tudo foi pensado; valha-me ao menos o 10X0X e seja o que deus quiser... 


E que a lareira ainda me olha como se eu fosse um assassino profissional e poeta nas horas mortas que a tua mão esconde como um raro diamante.


Sem comentários:

Enviar um comentário