Mas como posso dormir com olhos verdes se os meus olhos são castanhos ou quase outra coisa qualquer,
independentemente do silêncio o sítio infinito que inventa o rio recusando beijar a maré desta cidade,
mas do pouco durmo muito, e acordo cedíssimo para ver as árvores do primeiro olhar.
Mas como posso dormir com olhos verdes,
se há dentro de mim uma sanzala que me puxa para a cubata mais próxima do teu olhar.
E mesmo assim durmo muito pouco, penso muito
quase não pensando porque nada há para pensar,
quando já tudo foi pensado; valha-me ao menos o 10X0X e seja o que deus quiser...
E que a lareira ainda me olha como se eu fosse um assassino profissional e poeta nas horas mortas que a tua mão esconde como um raro diamante.
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