Dois corpos no silêncio da chuva
o fogo está quase pronto para o sótão
da tela escrevem-me as nuvens lágrimas do vento
as flores cores que estão no chão
dançam simplesmente ao verde som fatiado da casa...
Dois corpos misturados com a língua do luar
fui ver o meu pai fecundar-me na algibeira da escola
e escrevi nas palavras as minhas palavras
dois corpos ensanguentados no esperma quase noite quase vida
dois destinos corpos no silêncio da chuva
uma cama sob ti
dos plátanos oiço o último adeus da casa
a rua nua pela escuridão do sol
vai ser um relógio que está quase pronto para o meu nome
dois corpos nome
idade diferenciada o gatafunho da gaivota
da boca água quente que não tinha paciência
o beijo
hoje navegador distribuído uniformemente como uma força invisível
é uma pedra sendo degolada na espuma que está quase cheia de sono
que desce a montanha até ao céu
que sobrou da minha mãe
foi este pequeno barco que não tinha paciência para o meu corpo
foi este o meu olhar para o dia...
Dois corpos no silêncio da chuva!
O meu.
O teu.
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