Do teu cabelo deixar arder as árvores que não têm corpo nem alma,
se a água é a solidão do meu coração, quase que uma gotinha de poesia no chão e deitar-me e olhar para os teus olhos que se escondem no arvoredo.
O pano branco que tapa o corpo da tua pele quase espuma quase pássaro,
depois de uma sílaba de luz poisar na timidez do dia.
E do teu cabelo deixar arder as árvores que não têm corpo nem alma e que quase bruma a lua brinca na tua frágil mão de veludo desejo.
O teu cabelo parece pequenos finos fios de luz que se entrelaçam na esmeralda da quase tarde na doce mãe padroeira que o frio abraça em seus braços o amor eterno.
E eu toco com o olhar o teu cabelo se ele deixar arder as árvores que não têm corpo,
até que uma pequena rua nua na escuridão do sol se ausenta do meu cigarro e percebo que não tenho jeito nenhum para fazer versos.
Do teu cabelo, amar-te!
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