Depois da chuva, meu amor, vamos dormir na cama da tua voz acreditando que o rio recusando beijar o vento escreverá na maré do teu corpo o poema silêncio.
Depois da chuva, meu amor, depois do meu cigarro ser apenas um pequeno barco, depois do orgasmo do teu olhar ser lua ou quase luar, vamos ver o pôr-do-sol na página de um livro.
Depois da chuva, meu amor, se as árvores mangueiras o permitirem, vamos fazer versos de luz na geada quase noite quase nada...
Depois da chuva, meu amor, o teu corpo uma sílaba de desejo quando o teu cabelo deixar de arder no chão terra da saudade.
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