03 dezembro 2024

Até que o teu corpo não seja espuma quase pássaro,

Até que o dia deixou de ser rio lua cheia fastio de luz para o teu cabelo de sol.

Até que o rio recusando beijar o teu olhar e toca a noite com os lábios, e abraça o mar.

Loucamente em luar ela não tem o nome no poema, mas procura docemente

a semente para a insónia.


Até que uma pequena lágrima na boca do meu coração, até que uma pequena pétala na voz do meu destino. Até que o teu corpo não seja espuma quase pássaro, quase desejo

até que uma árvore se despeça do jardim e da tua mão

o odor secreto do teu sorriso...

Até que o teu corpo seja arte!


Sem comentários:

Enviar um comentário