20 dezembro 2024

A tua pele pétala quase página do livro que escrevo

A tua pele pétala quase página do livro que escrevo, rio que corre para o dia inverno entre duas estrelas, 

o beijo da chuva se das nuvens uma pedra de néon ou um relógio de luz na rua do teatro, 

e os teus olhos que agora são as palavras do poema quando o livro ainda criança brinca no escorrega da tarde quase noite quase vida quase que uma árvore. 


Quase que uma pequena lágrima na cabeça da casa quando romperem as árvores nas escadas para o sótão, da tua boca escorre um fio de água que não é uma lâmpada destinada ao verde dos viajantes perdidos, 

Mas apenas uma janela para o abismo. 

E dos teus lábios a noite vestida de gaivota, o puro mel que brinca no mar dos teus olhos, e amar-te quase noite quase vida quase que não uma sombra. 


A tua pele pétala quase página quase misericórdia na madrugada se a tua voz for uma sílaba amor que não sabe o nome da insónia...


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