Um corpo molhado, uma toalha vazia,
Um sapato pigmentado com sangue vaginal, um corpo molhado nu só na minha mão
Uma casa escondia, uma rua sem saída
Um carro que passava, um carro que sentia
O que eu sentia
Um carro que sorria, a noite que me esperava
Quando eu subia,
Quando eu sonhava.
Um corpo molhado, uma toalha vazia encharcada
Um cigarro que ardia e um dia
Ficou em nada,
Uma mão que era minha esquecia-se no teu cabelo, um suspiro, ouvia sempre um suspiro, uma canção que dormia,
O teu corpo molhado que sentia
O meu corpo molhado onde chovia,
Um corpo, o teu corpo que sofria,
Um corpo molhado, uma toalha vazia encharcada que nunca sabia
Se já era dia,
Se ainda era madrugada,
E também havia…
Havia um corpo que chorava.
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