Ele deixou de estar, e quando percebeu
Já não pertencia e talvez nunca tivesse pertencido, e talvez tivesse pertencido,
Um pouquinho
Mas desistiu. Depois
Deixou de sonhar, escondeu-se dentro de um rochedo disfarçado de sono
E dormia,
Fingindo que sonhava,
Fingindo
Que dormia.
E um dia
Acordou acorrentado a um fio de sombra, havia também uma imagem na parede de uma lágrima, e um dia
Trouxeram-lhe uma palavra
Dentro de um pedaço de pão.
Comeu a palavra
E lançou o pão
Ao chão.
Depois
Morreu,
Sabendo que nunca pertenceu,
Que nunca pertencerá; fingindo que pertence.
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