Se eu pudesse escolher uma arma
Não escolhia uma espingarda,
Escolheria uma espada.
Uma espada que espeta, que corta e retalha
Cada gravidez do corpo
E à voz do mendigo, não digo
Se eu pudesse escolher uma arma
Não escolhia o silêncio,
Escolhia então uma palavra; e tantas palavras as há para escrever,
Na falsidade da manhã.
Na falsidade,
De uma arma.
Se ao menos eu tivesse uma pistola, ou uma sandália
De criança. Eu não me matava.
Eu não sofria.
Se eu pudesse escolher uma arma
Não escolhia uma espingarda,
Escolheria uma espada.
Uma espada que espeta, que corta e retalha
A madrugada.
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