23 novembro 2024

Da pétala o inverno desassossego

Da pétala o inverno desassossego distante do infinito, migalhas de sono, a voz

a estrada sem saída, a árvore minha capaz de comer uma noite inteira,

descendo o inferno, dentro do círculo circunflexo daquela outra nuvem,


E a flor sabe que o dia apenas é uma folha em papel o branco pássaro na esplanada do silêncio, cai uma estrela sobre a minha mão trémula, lua e a memória

trazendo as predizes e o orvalho, a lua

noite fatídica no casebre de uma língua,

o fogo,


A maresia na ode sonora de uma lágrima, capaz de morrer,

e se a morte for um engano?

E se os teus olhos forem apenas a janela para uma outra galáxia?

E o universo infinito, ou finito, ou

e se o universo não existir?


E se tudo isto for uma mentira engendrada por deus, e se tudo isto não existir,

nós, não existirmos

as casas, não existirem

as árvores nunca tenham existido…?

E só o circo percebe o juízo de um sorriso… da pétala!


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