Da pétala o inverno desassossego distante do infinito, migalhas de sono, a voz
a estrada sem saída, a árvore minha capaz de comer uma noite inteira,
descendo o inferno, dentro do círculo circunflexo daquela outra nuvem,
E a flor sabe que o dia apenas é uma folha em papel o branco pássaro na esplanada do silêncio, cai uma estrela sobre a minha mão trémula, lua e a memória
trazendo as predizes e o orvalho, a lua
noite fatídica no casebre de uma língua,
o fogo,
A maresia na ode sonora de uma lágrima, capaz de morrer,
e se a morte for um engano?
E se os teus olhos forem apenas a janela para uma outra galáxia?
E o universo infinito, ou finito, ou
e se o universo não existir?
E se tudo isto for uma mentira engendrada por deus, e se tudo isto não existir,
nós, não existirmos
as casas, não existirem
as árvores nunca tenham existido…?
E só o circo percebe o juízo de um sorriso… da pétala!
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