No cinzento mergulho som
da tua voz
há poemas em flor
como madrugadas suspensas
de mãos em odor
o silêncio amargo da boca
em teus anseios
há pontes imaginárias
há medos inultrapassáveis
como travessias sobre os
rios da saudade
de estruturas cansadas e
distantes marés em sofrimento,
Há dias parvos e tristes
e outros são-no como dentaduras em marfim
procurando os esqueletos
de veludo
sobre a poeira do
amanhecer
há dias como hoje sentindo-os
no caos fluido até atingir o mar
como um relógio sem pulso
pertencente a um pedaço
de braço derramado no xisto falso da manhã...
há seios de
arrependimento poemas às palavras derretidas nas formas do silêncio
subindo e descendo
paredes de Inverno até regressar a Primavera do teu olhar agreste,
Há fome na tua boca como
silvestre framboesa com imagens de infância
uma escola perde-se na
penumbra montanha com janelas de vista para o inferno
vestem-se eles com
toalhas de linho
e pequenos papeis
coloridos
há música no teu coração
de granito
quando desço sobre ti
perguntando-me onde moram as estátuas de milho
aprisionadas no canastro
da aldeia
há... no cinzento
mergulho som da tua voz... há, há poemas em flor...
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