Não quero ver mais os teus olhos de mar
que incendeiam a manhã
Antes de acordar. Não quero ver
Mais o teu cabelo baloiçando ao vento,
Jangada de maré suspensa no infinito.
Não quero ver mais os teus lábios de
mel,
Que parecem o sol, que parecem
A madrugada depois da tempestade.
Não quero ver mais a noite
Vestida de Inverno, pensando que das
estrelas
Acordam palavras envenenadas,
Quando das estrelas
Apenas acordam palavras.
Não quero ver-te mais disfarçada de
árvore,
Quando és apenas uma sombra,
Ou uma pequena névoa desassossegada.
Não quero mais,
Ver-te!
Não quero mais,
Ouvir-te...
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