23 outubro 2024

O veneno do amor

 

Sentia-te nos meus pobres sonhos como uma andorinha

sabia-te dentro de um círculo de luz

sentindo-te camuflares-te a mim entre poemas e versos

palavras e conversas sem significado,

encontrava-te nas veias a saliva da manhã

quando acordavas nos meus braços despedidos do ontem

amava-te pensava eu

sabendo que os úmeros são conversas de loucos

apaixonados por flores carnívoras em dente de marfim

adorava-te como adoro o sol a noite e os orgasmos dispersos como manhãs...

e tu nos meus braços

desaparecias como testemunhas de cadáveres envenenados pelo amor...

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