homem pobre
se desfaz do ofício cantante,
vagueando sobre o mar dos teus olhos,
alimentando-se de algas e de pequenas frases,
cantadas,
gritando quando acorda, e depois
abre a janela do silêncio
e um pequeno nenúfar come-lhe a mão. as
portas da casa, há muito morreram acreditando que a manhã é apenas uma lágrima,
no rosto da lua.
homem pobre
coloca anuncio no jornal,
vende a alma ao diabo, do pouco que lhe
resta, e que se possa
chamar de alma; o dia cobre-se de
chocolates.
o corpo do homem pobre, coberto de
sorrisos, cantadas
nas palavras sem destino, deste pobre
homem,
que também já foi menino.
e hoje
é apenas,
um homem pobre…
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