o sapato é um submarino de vácuo quando forem 9 horas para a manhã
terminar
despede-se da paixão confundindo a terra com o teu nome
desenha flores para fazer um bolo
escreve sapato na garagem
e a garagem não tem janelas
porque é um caixote vestido de sono
a terra é a charrua que lavra a vida
é o poema no jardim do silêncio
e o sapato sempre debaixo da terra mineral que alguém deixou no carro
nos olhos do sapato a morte é um insecto
que nunca sabe o nome do teu cabelo
na tarde da tua vagina um silêncio de espuma
cânfora manhã na despedida do meu beijo
sapato submarino de vácuo para fazer um outro mundo
outra galáxia com muitos sonhos
e só tenho uma lágrima de uísque...
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