A água que lavra a terra ensonada de sangue.
o único beijo que
incendeia a cada momento,
a noite.
o desejo que é um jovem
deserto, tão só está a lua.
e tão livre está o sol.
O dia será gente,
e nós seremos a noite,
seremos o veneno,
mistura cromada sobre uma
mortalha de insónia…
A Primavera absorve o
tédio da tarde, razão de pertencer ao sono.
Primeiro acordou o
desejo,
depois despiu-se o mar
e abraçou-se aos rochedos
daquele jardim infinito,
mísero barco em demanda,
nas minhas mãos de
madrugada…
A água é uma aleatória
manhã,
sobe a montanha até ao
miradouro da tristeza,
inventa flores em papel
na nuvem adormecida,
e este dia será o
silêncio
que acordará nos teus
olhos.
06/04/2024
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