(este poema já existia)
O meu jardim está de luto,
morreram todos os meus livros, todos.
Meu grande amigo, amanhã,
sábado, a navalha da solidão vai alicerçar-se no meu peito,
sinto os cigarros que me assombram ao cair da noite,
e vou morrer…
E, cresce a tarde na tua
boca.
O peso do corpo na balança da solidão,
regressa a morte,
e, levantam-se do chão.
É a mesma com que acaricio as
veias das palavras,
um narciso, chora,
A navalha com que
assassinaste os meus límpidos lábios,
calcinado, as andorinhas em flor.
Um narciso, chora.
Vadios,
em liberdade.
A água da paixão, no tanque
da saudade.
Deixa as árvores voarem sobre a aldeia,
como pássaros em cio,
não.
Claro que não.
Nunca me ouves.
Nunca me abraçaste como abraças o meu
silêncio,
uma carta fica suspensa na
mão do carteiro; amas-me?
O amor é uma merda.
Poucas e apaixonadas,
procuram, embriagadas,
Como eu,
e, as palavras minhas,
as noites cansadas…
Só.
Só.
E sinto o mar dentro de mim.
Como eu,
no amor teu.
(orgasmo
literário)
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